Wednesday, October 15, 2008

Um olhar distante

Um dia desses, recebo um e-mail de uma amiga portando duas fotos da mesma pessoa. Uma mais ou menos aos quinze anos e a outra com ares de cinquenta mais ou menos, assim sem querer aumentar ou diminuir.
Pois bem, logo que coloquei meu olhar poético, senti algo que me tocou na sensibilidade. Era o Olhar de cada uma das fotos. Impressionada, respondi logo o e-mail comentando com minha amiga que observasse a força do Olhar de cada foto e ainda brinquei, isso dá poesia.
Bem, fui descansar no balanço da minha rede, tirei um pequeno cochilo e até sonhei com um lindo prato de risoto de carne de sol e até a fumaça me pareceu ser real. Despertei com aquele desejo faminto da saborear aquele prato. Mas, não é disso que quero falar e sim daquele Olhar.
Na primeira foto ainda menino, o olhar traduzia uma esperança e uma porção quem sabe de que tamanho de idéias e ideais. A força do olhar traduzia que ainda teria uma luta brilhante por um futuro. Um olhar determinado e altivo que ainda iria trilhar caminhos de grandes sonhos, até quem sabe, já cheio de desejos arrojados para um futuro que ainda iria atravessar. Muitas águas iriam correr pelos rios e muitos horizontes no entardecer até o encontro dos sonhos. Quantos conselhos foram dados e quantos não foram seguidos. Enfim, toda uma vida ainda para trilhar.
Aí, olhei para foto ao lado. Aquele olhar determinado já não se fazia sentir tão brilhante. Nele, a distância se fazia vagar, cabisbaixo e pensativo com uma réstia de luz que ainda traduz um menino sonhador. Talvez, ainda nos seus sonhos restam as ilusões de um adolescente. Fiquei fitando aquela foto querendo penetrar naquele olhar como se fosse um filme imaginando quantas estradas já teria passado, quantas montanhas já não havia escalado e quantos horizontes apreciados. Com certeza, os sonhos alguns realizados outros perdidos e alguns ainda por realizar. Na verdade, o brilho do olhar não é o mesmo, mais a força do sonhar ainda se encontra em seu Olhar pensativo que com certeza, lembrando dos sonhos de outrora.
Copyright © 2007 By Lysette Carvalho
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Monday, October 13, 2008

Certo "Doll"


Certa vez escrevi sobre a importância da minha boneca gaúcha, com seus olhos azuis e seu sorriso doce.
Pois é. . .mas, não menos importante, ao seu lado, sempre cercado de mimos, está o “ Doll”. “Doll” é o nome de um lindo nenê de mais ou menos um ano, cor de chocolate, lindos olhos amendoados, dois lindos dentinhos, escolhido para fazer companhia à boneca gaúcha.
Os dois, em linguagem própria, vivem entre olhares e sorrisos, a me dizer que a vida tem sempre um sentido maior.
E nesse linguajar silencioso, não existem nem os “mais “ nem os “ mas”; no seu ímpar linguajar poético, os sentimentos se misturam numa só linguagem.
Entre os “poréns “e os “mais”,existe um desejo maior, silencioso, impávido, sem os “mais e os “mas”. Algo que enfoca a paixão que temos pelas coisas ditas inanimadas: na expressão de cada olhar que nos parece vivo, que nos dá, muito mais do que retribuímos, o prazer de estar sempre presente.
Sem o poder de verbalização, dão-nos muito mais atenção, muito mais paz e a certeza de que seremos seus amigos eternamente; que teremos sempre um sorriso para nos acalentar; que a qualquer momento podemos abraçá-los, sentindo que a vida não está só nas veias e sim no olhar de cada um.
Tudo isso escrevi para falar sobre o “Doll”, meu bebê cor de chocolate, lindo com a sua fraldinha que faz meu coração bater forte.
São eles. O “Doll” e a minha linda boneca gaúcha, sempre juntinhos, que dividem comigo o espaço do meu viver.
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